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07 julho 2023

Tentando ser mais organizada

     Gosto muito de escrever aqui, principalmente por nao precisar me planejar ou me preocupar em dizer as palavras certas e divulgar o conteúdo depois. É uma espécie de diário que só atualizo de vez em quando. 

    Sinto saudade de escrever, esses dias eu escrevi algo bem curto e foi legal até. Mas eu sinto saudade da forma como eu escrevia, profundamente, questionando até os mais pequenos detalhes do dia. Aquilo era revigorante. 

    Não consigo mais hoje, acho que a vida adulta tomou conta de mim e eu não fico mais refletindo sobre o que é viver ou sobre a existência humana. 

    Passei em quase todas as matérias. Faltam 2 que preciso de pouquíssimo ponto, estou tão aliviada. Fiz a prova de eletromag ontem e vocês não tem noção do quão difícil é essa matéria, a física mais difícil que eu já vi na minha vida. Mas eu passei.

    As vezes fico pensando que caí de paraquedas no curso que eu faço. Sempre fui boa em exatas, me daria bem em engenharia, mas não sabia nada de eletrônica. Todos os meus amigos tem algum técnico, e eu entrei na faculdade sem saber o que era um arduíno. Não me arrependo, não me vejo fazendo outra engenharia (talvez elétrica que é quase a mesma coisa que controle).

    Todo mundo da cidade dos meus pais me acha doida por fazer esse curso, o pessoal da faculdade nos acham doidos porque controle briga com computação para ser o curso mais difícil da faculdade. Eu me acho corajosa. 

    Não é fácil, muita das vezes eu saio da sala de aula querendo me enfiar na frente de um ônibus porque não entendi nada que o professor disse nas 2 horas de aula. Eu choro de cansaço e desânimo, às vezes durmo com fome porque não tenho forças físicas e emocionais para levantar da cama e comer alguma coisa. Não é fácil mesmo, mas eu me sinto corajosa.

    Arrumei meu quarto! Ele estava parecendo um lixão, não sou uma pessoa muito boa com organização, se tem lugar para eu bagunçar, eu irei bagunçar. Tirei uma estante que eu usava como criado mudo pq só servia para acumular sujeira e bagunça. Comprei umas caixas organizadoras de plástico bem frágeis (mas era o que o dinheiro dava pra comprar) e consegui organizar mais minhas roupas. Meu guarda roupa é bem pequeno, são 6 portas mas é muito pequeno, eu tenho q usar cabide infantil pq nao cabe cabide normal. Tem pouca profundidade, pouca altura e a largura é boa, mas é só isso.

    Foi uma terapia ontem depois da aula de eletromag, tirei tudo para fora, limpei dentro do guarda-roupa e ficou ótimo. Tentar manter assim.

    Por hoje é só. Espero que vocês estejam bem.

23 fevereiro 2023

O que eu fiz no meu carnaval

 Voltei para a casa dos meus pais nesse carnaval. Pneu furou na estrada, mas tudo bem. O que eu fiz:


  1. Cachorro quente com a minha mãe;
  2. Visitei meus tios na roça;
  3. Visitei minha amiga na roça também;
  4. Bati muito papo com a minha mãe;
  5. Hidratei o cabelo com babosa.

10 junho 2022

18 dias para os 18 anos e uma -quase- decepção amorosa

 Faz muito tempo que não escrevo e quase não me reconheço mais. De repente, me vi livre. Senti o vento da liberdade soprar no meu rosto e esvoaçar os meus cabelos, e aí? Não sei explicar a sensação. 

Ainda parece um sonho.

Mas ao meio disso tudo, esqueci de mim. Esqueci daquilo que um dia me completou. Não consigo ler mais... ou alongar meu corpo, nem escrever no blog (que faz parte de mim). Esqueci como se faz isso, como se tem prazer em um livro. Como?

Não sei.

Talvez seja porque eu tinha muito tempo livre antes para investir em mim, e agora dedico meu tempo integral a faculdade, e meu tempo livre gasto em algum rolê aleatório. 

Preciso encontrar o equilíbrio de ser quem sou. 

"Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim". 

Sinto falta das tardes de leitura, das noites de filmes clássicos. Hoje, passo minhas noites conversando no instagram.

Tenho ficado muito nas redes sociais e no meu celular, umas 4 horas (antes ficava 1h30min). Eu usava de desculpa o fato de que "estou conhecendo pessoas novas", mas virou um vício. Meu objetivo para Junho é largar mão do celular e viver mais o presente.

Sobre a quase decepção amorosa... sei lá. Não é bem uma decepção, é mais um sentimento negativo. Marcamos de sair e ele não me respondeu mais. Fui dormir de maquiagem e com cabelo lindo. Não que tenhamos algo, mas esperava que me tratasse com um pouquinho mais de consideração. 

Porém, depois de ontem, desapeguei. Eu me dedico muito a quem eu acho que mereça, mas quando eu mudo de opinião, esquece! 

Faltam 18 dias para o meu aniversário de 18 e eu mal sei o que fazer. Estou caminhando por um caminho que vai me levar ao sucesso, mas eu queria mais da vida. Não sei como, não sei o porquê. Talvez seja pelo meu melancolismo de hoje, ou talvez porque a vida realmente tem a me oferecer mais. Descobrirei isso nos sete mares do cotidiano. Sábado tem rolê, hoje tem rolê. Não sei se isso me preenche, mas com certeza me alegra.

Não sei que tipo de adulta eu quero ser. Não espero muito da vida. Espero ser feliz, só. Quero a felicidade do dia a dia, quero o amor de arde sem se ver, quero sentir o sol queimando o meu rosto enquanto corro pela praia, quero rir com meus amigos, dormir serena, sem ansiedade, sem pesadelos, sem me sentir inferior. 

Dizem quem aceitamos aquilo que achamos merecer. Esse é meu problema. De traumas e traumas, virei uma pessoa que acha que merece pouco, ou quase nada. 

Ainda há tempo. Há tempo de curar os traumas, as feridas, de se valorizar e só aceitar mais do que merece. 

Hoje estou melancólica pela primeira vez desde que saí de casa. O engraçado é que estou triste. Eu era melancólica todos os dias e não me sentia triste antes. Acho que é porque estou sozinha. Eu gosto de estar sozinha, mas as vezes é ruim. Gosto de ficar a sós com meus pensamentos e minhas reflexões que só fazem sentido pra mim.

Mas as vezes bate a saudade... saudade das pessoas que eu cresci vendo. Saudade da rotina fácil. Da comida quente de mãe. A rotina é pesada e eu só tenho 17 anos. Quando penso no meu dia a dia é normal, mas quando lembro que só tenho 17 anos, me pergunto: como consigo? Eu não sei nada sobre a vida, ainda estou aprendendo a viver. 

Ainda estou aprendendo a nadar os setes mares.

"Mas então o que é o tempo? É a brisa fresca e preguiçosa de outros anos, ou este tufão impetuoso que parece apostar com a eletricidade?"




13 janeiro 2022

Minha eterna companheira

O objetivo desse blog é eternizar momentos na minha memória, sejam eles bons ou ruins. Eu gosto de escrever porque me traz uma sensação de conforto. Esse texto, em especial, espero ler daqui a uns 38 dias. Até lá saberei o que irei fazer da vida.

Esse momento de espera é angustiante. Passei minha vida inteira estudando para uma prova achando que ela fosse salvar minha vida. Estou esperando esse momento chegar para eu finalmente começar a viver. E eu sei que isso não é uma coisa boa. Passar na faculdade, sair da casa dos meus pais, "ser independente" não vai fazer com que eu comece a viver a minha vida. Preciso fazer isso agora. Mas não consigo. 

Daqui a 38 idas voltarei para contar se vou para a faculdade ou não. Mas melhor do que isso: vou contar que, independentemente da resposta, eu vou começar a viver.

Estou tentando arrumar coisas para fazer nas férias. Tenho dedicado meu tempo quase 100% a dançar, ler (estou viciada em Shakespeare e Agatha Christie) e escrever para o outro blog (que é o meu trabalho). 

Estou escrevendo esse texto enquanto ouço Manhã de Carnaval, disco do Tom Jobim que possui uma capacidade gigantesca de me acalmar. E eu preciso me acalmar. 

Ando muito próxima da minha eterna companheira: a ansiedade. Passamos nossas manhãs juntas e dormimos agarradas (ou melhor, não dormimos). Ando com olheiras profundas de madrugadas mal dormidas e que estão ficando roxas, a prova de que não estou bem.

Me sinto mal por ter tanto tempo, não trabalhar e mesmo assim não estar feliz. Tenho o dia todo para fazer o que eu quiser e mesmo assim não estou feliz. Eu gosto de rotinas. De trabalho. De fazer algo. 

Acordo às 7. Tomo café assistindo Seinfeld. Trabalho um pouco no blog. Estudo espanhol. Faço almoço. Arrumo cozinha. Treino com o youtube. Tomo banho. Tomo café. Trabalho mais. Estudo filosofia. Estudo programação. Passeio com a Mel. Leio Shakespeare. Faço janta. Tento dormir. Não consigo. Acordo. Tomo café...

Hoje fui a rua para pagar um boleto e trocar meus livros na biblioteca municipal, tenho ido lá direto. Passo horas escolhendo qual livro vou levar e nem vejo o tempo passar enquanto me divirto descobrindo autores e obras as quais tenho muita vontade de conhecer.

Queria ter alguém para falar sobre livros. Tenho um instabook, mas tá ficando chato. Criar conteúdo é a minha paixão, mas quando mistura o prazer de ler com a responsabilidade de criar conteúdo todos os dias, fica chato. Não estou muito mórbida esses dias, apesar de bem existencialista. Isso eu sempre estou. Principalmente agora.

Peguei "O Estrangeiro" do Camus, e foi bem engraçado. Estou estudando desde ontem sobre ele e foi o primeiro livro que vi hoje na biblioteca, foi como se o livro me chamasse, ele me atraiu e me conquistou. Uma vez conquistada por Camus e pelo absurdo, nunca mais voltamos ao velho homem. Não quero mais ser a velha Clara. Quero ser a Clara que nunca tive a oportunidade de ser.

Tirando as coisas ruins, tem sido um tempo bom. Para me dedicar aos meus estudos e aos meus hobbies. Tenho lido bastante, vi bastante filmes clássicos em Dezembro, mas parei porque enjoei e filme, mas estou voltando aos poucos. Estou assistindo "Chinatown", porque ainda estou focada em assistir os clássicos da década de 70. Depois vou para a de 80. Assistir filmes clássicos não é fácil, exige muito de nós, assim como um livro de Camus. Porque o cinema foi feito para nos virar do avesso, se não o faz, não tem muita qualidade, normalmente.

Tenho retomado o gosto pelo exercício físico, estou me aventurando mais na cozinha. E o melhor, ou pior: tenho lidado muito comigo. Meus pensamentos e tudo aquilo que sou, mas eu não conheço.

Espero voltar com boas notícias. 



27 dezembro 2021

A semana da saudade 10-11/09

 Terça-feira (07/12/21), foi a missa da formatura na Igreja Matriz na praça de Manhuaçu. Foi o primeiro gostinho da saudade que estava por vir. Após a missa, saímos para o Cantina e ficamos lá até às 22, conversando como se nada tivesse acontecendo, como se aquela não fosse uma das últimas vezes que estávamos nos vendo. 

Quinta foi a formatura, às 9 da manhã. Apesar do horário, de não ter sido muito bonito como as outras escolas, foi muito especial. Os professores falando de nós com lágrimas nos olhos e a gente com muita gratidão no peito por tudo que fizeram por nós. Entreguei o presente para o Társis e para a Érika, dois professores que moram no meu coração. 

Almoçamos no Cantina e fomos para a AABB tirar fotos, foi muito divertido. A gente rindo e fazendo gracinhas sem pensar na saudade que sentiríamos das brincadeiras e de todo carinho. Foi especial. Cheguei em casa cansada do dia, mas o aperto no meu coração era maior do que qualquer cansaço que eu poderia sentir. 

No dia seguinte começaria nossa confraternização. Fui para a casa da Ana Clara e de lá o pai dela nos levou até a chácara da Mariane, que é linda por sinal. Possui piscina, balanço, escorregador, rede, um deque, e um contato bonito com a natureza. 

A sexta foi especial. Nadamos, dançamos, balançamos, e jogamos muita sinuca. O Betinho, a Érika e o Társis foram. Além disso, cantamos muito no karaokê, eu a Mari e a Ester. Gritamos de tanto cantar. Entreguei as cartinhas de todo mundo e foi um momento que ficou eternizado no meu coração.

Já de madrugada, jogamos uno e quem era mais provável, ficamos resenhando muito tempo e lá pelas 4 fui dormir. Às 8 estávamos de pé para um café da manhã lindo, e depois resenhamos mais e começou a hora de arrumarmos tudo para irmos embora. 

Depois, enterramos a nossa cápsula do tempo, dissemos algumas palavras e nos despedimos. Espero que não para sempre, mas por um tempo. 






Com amor, Clara

06 dezembro 2021

Um dia frio, mudanças, "normalidade" e muita esperança!



Esse não vai ser um post que normalmente vocês encontram por aqui. Talvez não tenha nem utilidade para alguns, mas eu queria muito trazer esse jeito mais pessoal de escrever aqui para o blog. Talvez eu crie outro, para ser uma espécie de diário, ainda não sei, o que acham?

Hoje é quinta (22/07) e estou desde segunda aqui na casa de uma amiga que mora em um sítiozinho lindo em uma área mais afastada da minha cidade. Aqui é lindo, mesmo com o frio do inverno que me desanima bastante. Tem umas cachoeiras aqui do lado, muita natureza e até um balanço feito com cordas no meio de duas árvores que é bem gostoso de balançar. Eu adoro vir para cá.